Quem tem Medo do Feminismo Negro? - Djamila Ribeiro

Quem tem Medo do Feminismo Negro? - Djamila Ribeiro

Resumo

Quem tem medo do feminismo negro? reúne um longo ensaio autobiográfico inédito e uma seleção de artigos publicados por Djamila Ribeiro no blog da revista Carta Capital, entre 2014 e 2017. No texto de abertura, a filósofa e militante recupera memórias de seus anos de infância e adolescência para discutir o que chama de "silenciamento", processo de apagamento da personalidade por que passou e que é um dos muitos resultados perniciosos da discriminação. Foi apenas no final da adolescência, ao trabalhar na Casa de Cultura da Mulher Negra, que Djamila entrou em contato com autoras que a fizeram ter orgulho de suas raízes e não mais querer se manter invisível. Desde então, o diálogo com autoras como Chimamanda Ngozi Adichie, bell books, Sueli Carneiro, Alice Walker, Toni Morrison e Conceição Evaristo é uma constante.

Muitos textos reagem a situações do cotidiano — o aumento da intolerância às religiões de matriz africana; os ataques a celebridades como Maju ou Serena Williams – a partir das quais Djamila destrincha conceitos como empoderamento feminino ou interseccionalidade. Ela também aborda temas como os limites da mobilização nas redes sociais, as políticas de cotas raciais e as origens do feminismo negro nos Estados Unidos e no Brasil, além de discutir a obra de autoras de referência para o feminismo, como Simone de Beauvoir.

Ficha Técnica do Livro

Editora: Companhia das Letras
Assunto: Política
Altura: 20,8 cm
Largura: 13,8 cm
Ano de Lançamento: 2018
Número de páginas: 120

Sobre o Autor

Djamila Ribeiro nasceu em Santos, em 1980. Mestre em filosofia política pela Unifesp e colunista do jornal Folha de S.Paulo, foi secretária-adjunta da Secretaria de Direitos Humanos e Cidadania de São Paulo. Coordena a coleção Feminismos Plurais, da editora Pólen, e é autora de O que é lugar de fala (2017) e Quem tem medo do feminismo negro? (2018).

Minha Opinião

A narrativa tem bastante ênfase na vivência e na subjetividade da autora... carece de dados estatísticos que legitimem as ideias apresentadas. Nota: 5,0

Frases

"Não dá para lutar contra o que não se pode dar nome." - p. 19

"Reconfigurar o mundo por meio de outros olhares pode ser uma perspectiva poderosa, já que é capaz de gerar algum pertencimento que não seja a uma sociedade doente e desigual." - p. 139

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